terça-feira, 7 de março de 2017 1 comentários

Feliz? Dia internacional da mulher: Para pensar.




Que neste dia internacional das mulheres a gente pratique mais sororidade, que a gente compreenda melhor o feminismo em si e não o que dizem que ele é, que a gente entenda que somos amigas e não rivais e que a luta pela igualdade não é nem de longe ser melhor que os homens e sim para que sejamos respeitadas e para que tenhamos as mesmas oportunidades.
Mas já não temos? Não, não temos e de acordo com a bbc só atingiremos a igualdade de gênero  em 2.133 no mundo e o Brasil está em 85º no ranking de 145 países nesse quesito.
Enquanto isso, 1 a cada 5 mulheres é estuprada no Brasil e a culpa é dela afinal “olha a roupa que ela estava andando”. Enquanto isso, a cada hora e meia 1 mulher é vítima de feminicídio , mas de acordo com alguns pensamentos “ela deve ter feito algo para merecer né?”. Ainda, enquanto aguardamos a igualdade de gênero, ou escrevo este texto, pelo menos uma mulher ligou para denunciar uma violência doméstica a cada sete minutos, “mas assim, se o marido/ namorado bateu nela, de fato ela deve ter feito algo, afinal, nem te conto, tem cada mulher que eu conheço que merece mesmo levar uns tapas de vez em quando”.
Essas são algumas estatísticas que apresento, mas aí com certeza eu terei um amigo para falar: “Ah, mas eu nunca bati em nenhuma namorada minha”, pode ser e acredito mesmo que a maioria dos meus amigos nunca tenha encostado o dedo nelas, afinal tento evitar esse tipo de amizade. Mas será que você nunca olhou para a sua namorada/ amiga / irmã e: “Você não vai sair comigo usando essa roupa”, ou então “Tira esse batom vermelho, parece uma puta”.
São essas pequenas coisinhas que para você pode ser tão comum, mas que para nós é tão humilhante que contribuem para uma cultura onde a mulher é objetificada e a partir daí, é igual aquela teoria do caos, onde um bater asas de borboleta de um lado do mundo gera um tsunami do outro.
Que neste dia 08 de março a gente ganhe mais respeito ao invés de flores, mais valor ao nosso trabalho do que mais produtos de limpeza, e que ao invés de arrastar olhares e cantadas pelas ruas a gente arraste mais pessoas para a nossa luta.
#8demarço #diainternacionaldamulher #gênero

Alguns links:

http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2015/11/151118_100w_calculator_vj_2015
sexta-feira, 3 de março de 2017 1 comentários

Das cartas que eu gostaria de te escrever



Porque fazia tempo que não te escrevia e você merece muito mais que palavras escritas às vezes.
Esses dias eu fiquei pensando sobre o que apreendemos em um relacionamento quando dividimos um teto? Desde que decidimos juntar nossas vidas eu me percebo mudando, questionando e amando cada descoberta.
Descobri que aprendemos muito quando decidimos amar de mais pertinho.
Aprendemos que o amor real e o amor romântico são muito diferentes, afinal, “i beg your pardon, i never promised you a rosen garden”, mas que isso só deixa a relação mais forte.
Aprendemos que amar de fato a outra pessoa nunca é nos amar de menos, e que se essa pessoa ama você de verdade ela vai apoiar seus planos, seu crescimento, suas vitórias e mais que isso, ela estará presente nas suas derrotas para segurar a sua mão e as suas lágrimas.
Aprendemos que a gente muda. Não tem dessa de: “Ah, eu não vou mudar”. A gente muda, e muitas vezes mudamos muito. Pra algumas pessoas isso será ótimo, para outras nem tanto. Não mudamos porque o outro exigiu, mudamos porque enxergamos que é necessário amadurecer e que estar junto de alguém torna isso mais prazeroso. Mudamos porque a mudança é a única constante da vida, e por fim, mudamos porque descobrimos que queremos ser melhores, melhores pessoas para nós mesmos e melhores pessoas para o mundo. Acho que o amor é que faz a gente querer ser assim.
Aprendemos que é possível ficar chateado com a outra pessoa e mesmo assim se preocupar se ela está bem, aprendemos que haverá dias em que discordaremos em tudo, mas isso não significa que não respeitamos o espaço do outro, aprendemos a amar o outro em sua totalidade e não apenas as partes que idealizamos. Já dizia Rothfuss “[...] mas amar algo apesar de, conhecer suas falhas e amá-las também, isso é raro, puro e perfeito”.
Amar alguém de verdade passa longe da perfeição do amor romântico, amar alguém de verdade é saber a hora de se dar, a hora de ceder, a hora de colocar a prioridade do outro acima da sua própria, mas isso sem deixar de ser você mesmo, sem deixar se impor nas horas necessárias e sem perder o seu amor próprio.
Se eu soubesse que amar alguém de mais pertinho seria assim eu teria procurado isso a minha vida inteira, não porque me completa, mas sim porque me transborda, porque me faz abrir sorrisos diariamente e me faz querer voltar para o lar todos os dias. Quando descobrimos esses sentimentos compreendemos a frase: lar, doce lar. Todos podem ter uma casa, mas nem todos tem a sorte de encontrar um lar, e você sabe: you are my home.
Que as pessoas possam encontrar a sua resposta pra vida, pro universo e pro tudo mais, que para nós é 42, mas que para mim começou quando eu disse um sim a uma simples pergunta há quase 3 anos atrás.

Que a gente nunca precise de datas para dizer às pessoas que amamos o quanto amamos a vida que temos com elas.
sexta-feira, 1 de julho de 2016 1 comentários

Dias difíceis sempre nos trazem motivos para agradecer

Fonte: @giselegalan_coachlpc
Às vezes a vida bate tão forte que a gente fica sem ar por alguns segundos, ficamos tentando buscar algo para inspirar, mas é como se os nossos pulmões estivessem bloqueados, como quando se leva um soco no estômago e o ar não passa porque o diafragma e o estômago ficam tão compridos que impedem a sua passagem.
Nessa hora a gente não consegue revidar, sabe? Às vezes as coisas simplesmente acontecem, nos acertam em cheio e a única coisa que conseguimos fazer é: coisa nenhuma, ficamos lá parados, tentando recuperar o fôlego desesperadamente, mas o nosso corpo não responde. Simplesmente não responde.
Em geral isso acontece quando o problema nos acerta em cheio, mas ele não é nosso, e não sendo nosso não está em nossas mãos resolvê-lo. Então nos perguntamos o que podemos fazer?
É necessário ter uma dose muito grande de resiliência diante de determinadas situações, é necessário conseguir passar pelo estresse sem liberar nossos instintos, nossa revolta, nossa dor. E então, conseguir respirar novamente, no primeiro momento o ar invade nosso corpo de forma tão violenta, que ele queima o espaço por onde ele passa. Dói porque estamos tão necessitados e tão despreparados para recebê-lo de volta que é quase um choque o encontro do ar com nossos pulmões.
Mas, inspiramos e expiramos várias vezes, controlando nossa respiração induzindo nosso corpo a se acalmar. Depois do estresse sofrido, do controle das emoções, conseguimos pensar racionalmente de novo, definir como reagiremos às situações, e compreender que existem tempestades que algumas pessoas precisam passar, e você não pode simplesmente carregá-las no colo, no máximo, talvez emprestar o guarda chuva.
Simplesmente porque as situações que enfrentamos são lembretes da vida do que a gente ainda precisa entender e aprender para evoluir e não adianta carregar as pessoas no colo - por mais amor que tenhamos por elas, porque desta forma só procrastinamos o aprendizado delas, e a vida - my dear friend - vai aumentando a dificuldade conforme passamos pelos desafios sem aprender nada. Até o momento que ela nos soca - com força no estômago - e nos deixe sem ar, e você não vai conseguir revidar, apenas terá capacidade de esperar recuperar o fôlego e descobrir como vai reagir desta vez.
A vida é um carrossel gigante, ela tem seus altos e baixos, não importa quanto tempo dure a volta, lembre-se que o carrossel nunca para de girar.
Mas não se preocupe, no meio do caminho, encontramos aquelas pessoas que serão como recuperar o fôlego para nós, como se nós estivéssemos nos afogando e essas pessoas nos salvassem. Elas estenderão não só a mão para te puxar, elas estenderão o coração e todo o carinho possível, e contra isso não há problema que resista, não há tristeza que não vá embora. Algumas destas pessoas são amigos que encontramos pelo caminho, outras são amores, e ainda há a família.
Eu, como uma moça sortuda que sou, tenho de todos os tipos, e espero sinceramente que vocês encontrem os de vocês.


Texto inspirado em momentos difíceis, amizade, amor, família e, claro, seriados (How I Met Your Mother e Grey’s Anatomy)
segunda-feira, 13 de junho de 2016 0 comentários

Pode vir que eu encaro sorrindo

Eu gosto de sorrisos, aqueles sorrisos gostosos, que preenchem os lábios, os olhos, que preenchem a vida. Não importa as dificuldades, as reviravoltas, os altos e baixos, sorrir sempre ajuda a melhorar as coisas.
Você pode dizer que nem sempre é fácil sorrir, mas eu vou te contradizer, porque é sim, é possível sorrir mesmo quando estamos chorando, se algo deu errado olhe aquilo que deu certo no lugar, se a vida tá difícil (meu amor, acredite em mim, a vida de todos está difícil, como dizem por aí: cada pessoa que a gente cruza enfrenta uma batalha que a gente não sabe) é nessa hora que você precisa curvar a boca e rir sonoramente.
Ria da chuva que decidiu cair em você bem na hora que você estava chegando em casa, ria do fato de você ser desastrada, ria do seu cabelo parecer um ‘fuá’ a hora que você acorda, ria das conversas ouvidas sem querer dentro do ônibus, ria das pequenas coisas e você verá que no fim do dia ele terá sido agradável, mais fácil.

As dificuldades da vida vêm e vão, o que a gente precisa é resiliência para enfrentar aquilo que não podemos mudar, então: vá à luta, encare os obstáculos e mostre à eles do que você é feita, mostre a eles que não farão você desistir, mostre a eles o quão forte você é, mostre à eles como você aprendeu a driblar as dificuldades com um sorriso no rosto.
Sorria, não porque a sua vida é mais fácil, mas porque você é mais forte.
sábado, 7 de maio de 2016 0 comentários

Mãe: uma única palavra e vários sentimentos.



Ela foi a sua primeira amiga desde o dia em que você nasceu. Foi ela que ajudou a curar aquele machucado com um beijinho que era milagroso (mais até que o famoso spray dos enfermeiros dos jogos de futebol).
Ela ainda é a primeira a notar quando tem um toquezinho de tristeza na sua voz, é a primeira a ficar verdadeiramente feliz quando você consegue algo que queria há tanto tempo. É para o colo dela que você corre quando se sente sozinho, quando se vê de mãos atadas ou quando precisa de um pouco de carinho, porque desde quando você tentava andar era ela que te levantava e te preparava para caminhar de novo e de novo e de novo.
Ela é aquela que daria a vida para você fosse um pouquinho mais feliz, faria de tudo para que você não enfrentasse as reviravoltas da vida, e isso inclui ficar brava com você porque você escolheu o caminho mais doloroso, acredite aquele sermão ou mesmo aquele tapinha doeu muito mais nela do que você jamais saberá.
Foi ela que encobriu suas saídas as escondidas do seu pai, foi ela que passou noites e noites em claro esperando você chegar ou checando você de hora em hora para ver se aquela febre foi embora.
 E não importa a idade que você tem, o: Mãe! Mas eu já tenho 18 anos?!?!?!?!? Nunca fará sentido para ela, porque você será sempre o bebê dela.
Ela não te disse, mas você a fez chorar muito, de felicidade, de preocupação, de medo. Ela não lhe contou, mas ela teve muito medo de não fazer o certo, e quem é que faz o certo o tempo todo? Não somos nós seres humanos errantes? Mas ela queria ser perfeita para você e se culpou por cada erro cometido.
Por essas e todas as outras razões agradeça àquela que merece todo o amor e o carinho, retribua aqueles gestos de bondade, mande uma mensagem, faça uma ligação inesperada e diga à ela o quanto você a ama. Mais do que isso, dê um abraço apertado, um beijo no rosto e diga para ela o quanto ela é importante na sua vida.
Não permita que o tempo escasso, a distância ou as brigas sem importância distancie você daquela que lhe deu à vida, nunca é tarde demais para o amor, nunca é tarde demais para quebrar muros e construir pontes.
Que o amor renove-se hoje e sempre.

Feliz dia das mães.
segunda-feira, 18 de abril de 2016 0 comentários

Entre o perdão e a permissão: Por toda a culpa que carregamos por sermos quem somos

Eu não queria escrever mais sobre isso, dá a entender que ainda importa muito, mas na verdade importa menos do que antes, mas mesmo assim, por ser um assunto velado por tanto tempo à mim mesma, eu preciso escrever.
Recentemente aprendi que todos nós temos escolhas, não importa o quão dura for a surra que a vida nos dá, não importa as experiências negativas que tenhamos adquirido. SEMPRE, sempre há escolhas.
É sobre isso que gostaria de escrever, porque nós podemos – na verdade acredito até que devemos – compreender as razões que levam as pessoas a fazer o mal que nos fazem ou que fazem a outrem, devemos compreender os motivos e perdoar as ações, afinal, ninguém dá  que não tem para oferecer, não podemos cobrar amor daquele que sempre escolheu o caminho do ódio, não podemos cobrar sentimentos bons daqueles que sempre preferiram alimentar os sentimentos ruins.
Entretanto, perdoar e permitir são coisas diferentes.
Devemos perdoar as pessoas e a nós mesmos, perdão não é sentimento, perdão é decisão. Devemos perdoar não por sermos bons ou por sermos melhores, mas para nos livrar das energias negativas.
Perdoar é conseguir olhar o outro e lhe desejar boa sorte no caminho, mesmo que não queiramos mais esta pessoa do nosso lado, é compreender os motivos dele e desejar que mais cedo ou mais tarde a vida lhe dê motivos para ser melhor.
Mas isso não significa que você deva permitir que este alguém invada a sua vida e a bagunce novamente. Muitas vezes nós nos confundimos, e por isso perdoamos os erros das pessoas e damos a ela novamente espaço para que venham e nos magoem de novo.
A vida nos dá sinais para que possamos entender onde devemos melhorar, por isso às vezes confundimos essa vontade de o outro não fazer mais parte da nossa vida com sinal de falta de bondade, e não é isso.
Se a pessoa não lhe faz bem, mesmo que ela tenha os motivos dela para ser daquele jeito, você não deve se culpar por não querê-la por perto, se ela tem problemas ela que vá procurar um jeito de ser melhor ou pessoas que gostem e a aceitem como é. E isso tem mais a ver com ela do que com você.
Uma coisa é você oferecer ajuda a alguém com problema e a pessoa aceitar. Outra coisa bem diferente, é uma pessoa ser problemática e por isso se tornar prejudicial às outras que estão por perto, espalhando energia negativa só por que ela não sabe oferecer algo diferente. Não é seu dever ajudar quem gosta mesmo é de se atrapalhar.
Lembra como começamos o texto: a vida sempre nos dá escolhas, somos nós que escolhemos o que queremos ou não para a nossa vida, o que espalhamos ou não para as pessoas ao nosso redor.

Portanto, escolhamos espalhar o amor, não importa o que a vida nos reservar, porque quando espalhamos amor fica muito mais fácil suportar qualquer peso. E se os outros escolherem outros sentimentos para espalhar, eles que arquem com suas consequências e nós que arquemos com as nossas.
quinta-feira, 31 de março de 2016 1 comentários

Dos limites que cruzamos



Era mais um dia qualquer de trabalho, mais um cansativo dia de trabalho, que triste não é mesmo? Ainda mais para ela que sempre respondia ‘mais um dia produtivo de trabalho’.
 Quando ela perdeu aquela felicidade ao acordar cedo e cruzar a cidade para chegar à sua mesa? A mesa era um pouco bagunçada – precisamos ser sinceras – mas com suas coisinhas no lugar, suas atividades no post-it virtual e outras em uma planilha de Excel, sempre bom para não esquecer, certo?
Ela é assim, uma otimista por natureza – ok, utópica é uma palavra muitas vezes ligada ao nome dela – daquelas que você sempre via com um sorriso no rosto, um brilho determinado nos olhos e um pensamento lá na frente, tentando mudar o mundo e descobrindo como começar a sua mudança pelo reflexo no espelho.
Vários são os adjetivos carinhosos e brincalhões ao seu respeito, mas o assunto aqui não é esse, o assunto aqui é aquela parte do tripé que mantêm a nossa independência financeira e é parte importante para realização de sonhos, afinal, para ser mais saudável é assim que ela definia trabalho.
Há quase três anos na mesma empresa, amando o trabalho que executa, mas perdendo o brilho nos olhos e lembra-se do sorriso no rosto? Ele também já não é mais o mesmo.
 Você poderia se perguntar: Será que a rotina que tirou o seu entusiasmo?
Não meu amigo, a rotina pode sim desanimar um pouco, mas ela diria que depende de você criar coisas novas para se manter animado e engajado em outros projetos, a sua carreira depende mais de você do que da empresa, falei que ela era do tipo sonhadora...
Foi outro tipo de rotina, a rotina das grosserias, dos choros incontidos quando as pessoas saíam do escritório, das palavras de baixo calão, da falta de empatia, da falta de amor pelo trabalho, de todas essas coisas que fizeram uma das pessoas se ajoelhar frente ao todos de seu departamento e agradecer quando uma nova oportunidade lhe apareceu.
Todos nós devemos saber que desafios e obstáculos são o que nos fazem crescer, é preciso cicatrizes e repertório para termos experiência suficiente para encarar novos projetos, novos cargos e novas empresas, mas devemos lembrar que para tudo na nossa vida existe um limite, uma linha invisível que separa o que é ou não aceitável para cada um de nós. Porque quando cruzamos essa linha, os efeitos são altamente nocivos à nossa realidade, e quando chegamos nesse ponto precisamos mudar! Quer seja o lugar que estamos, as pessoas que convivemos, nossas crenças e valores ou as nossas atitudes.
O importante é ter coragem suficiente para sair da zona de conforto e navegar em novos mares, porque afinal como a garota do texto disse:
- Eu percebi que já está na hora de partir, algumas vezes na vida dói você ir embora, deixar para trás sonhos que outrora foram construídos, mas mesmo assim dói menos do que tentar a todo custo permanecer. E a verdade é que tudo que faço na vida, eu faço com o coração e eu sei que quando meu coração desliga o interruptor já não há mais voltas, mais desculpas, mais mas.

Que a vida nos dê sabedoria suficiente para entender quais ações devemos tomar quando atravessarmos os nossos limites e amor o suficiente para que nossos corações nunca delisguem os interruptores.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016 0 comentários

Ela e eu - sororidade.



Moça, eu desejo fortemente que as suas lágrimas sejam passageiras enquanto eu discretamente observo seu choro quase contido.
Moça, eu queria te falar que é só uma fase ruim, não uma vida inteira! Queria te dizer que tudo isso vai passar,  talvez lá na frente - quando você conseguir ligar os pontos-  verá que este momento foi necessário, talvez você vá rir quando lembrar dele e se perguntar o que deu na sua cabeça de chorar em lugar público.
Moça, que você seja forte para superar o que quer que seja, que você abra esse sorriso lindo – sim, esse mesmo que eu sei que você tem – e se descubra linda, por dentro e por fora.
Moça, que você não permita que nada nem ninguém faça você desistir de seguir seus sonhos, que a vida lhe seja suave, como uma brisa que toca nosso rosto numa tarde de primavera, trazendo consigo o cheiro das flores, a leveza das borboletas e o desejo de querer algo mais.

Moça, eu não te conheço, mas eu desejo para você uma vida cheia de sonhos e alegrias, e mesmo que você tenha experiências amargas, que carregue consigo a leveza da vida para que um dia você possa olhar para uma desconhecida e desejar para ela toda a positividade que este mundo guarda para as pessoas que acreditam.
Moça, enxugue as suas lágrimas e seja feliz! 
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016 0 comentários

De repente 27



Na verdade fazer 27 anos não é tão diferente, acordei do mesmo jeito – pulando da cama para tomar um banho de chuveiro ouvindo e cantando alguma das minhas já surradas músicas – olhei no espelho com a mesma cara do dia anterior e já pensando que não poderia me atrasar para não perder o ônibus para o trabalho.
No meio do caminho, é na escada do edifício, já para pegar o ônibus, foi que me dei conta do quanto mudei, mas não mudei de ontem para hoje, não. Mudei ora lentamente, ora rápido demais – quando as dificuldades exigiram – mas o mais importante, eu mudei muito durante meus 9.855 dias vividos (puxa, em menos de um ano completo 10.000 dias de vida).
De tudo, o mais importante foi o aprendizado, começando desde o primeiro choque – que já não recordo mais, mas que foi mais ou menos assim:
-Joyce, não enfia o dedo nessa tomada. Disse o meu pai.
Minutos depois só se ouviu a minha choradeira
- Eu não avisei para você não enfiar o dedo aí? Ele brigou comigo.
Na minha cara de mais pura inocência que toda criança possui, levantei os grampos de cabelo que devo ter roubado da minha mãe. Acontecimento importante o suficiente para dali para frente toda vez que olhasse uma tomada eu apontasse para ela e dissesse:
- Choque?! Né, papai?
Adoro minhas peripécias de crianças, quantas coisas aprendi naquela época que mantenho guardadas no coração, afinal é a minha alma de criança que mantem a minha sanidade de adulta.
Depois veio a adolescência, na minha veio foi tudo de uma vez só, lembro até hoje quando olhei para mim mesma no final da quinta série e decidi – com toda a certeza que eu tinha na época e que hoje parece meio boba e inocente – que eu gostaria de ser uma pessoa diferente. Simples assim, não queria mais ser a Joyce que eu era, e a partir daí mudei muita coisa, entrei em turma de teatro, fui representante de sala, de gincana, até participei da greve que fizemos na escola porque na época queríamos um prêmio que não nos foi dado por termos ganhado a gincana.
Descobri nessa época muitos dos meus melhores amigos que caminham comigo até hoje, descobri o trabalho – eita felicidade ganhar R$ 100,00 por mês para poder ir ao cinema e comer Mc donalds, risos.
Nessa época também aconteceram coisas que me fizeram amadurecer mais rápido, exigências desta nossa vida mundana, época em que pensei que o mundo tinha um tom cinza e que achei que nada pior pudesse acontecer – outro tropeço inocente pelo caminho, e como devo agradecer por esses períodos, já dizia Bruno Mars “ A ausência da luz é uma parte necessária “, afinal quando a folha amadurece e cai ao pé da árvore, é ali que ela pode começar a sua trajetória, seja ela alçando novos vôos ou se tornando adubo para fortalecer o solo que já existe. É assim que enxergo esse negócio de amadurecer.
Com o tempo veio faculdade, mais ótimos amigos, novas experiências, novos horizontes e sonhos! O céu ainda estava meio nublado, mas os raios do sol sempre encontram um jeito de alcançar quem neles ainda acredita, e eu sempre fui uma sonhadora incorrigível.
Enfim, agora com meus quase trinta anos – eu não entendo o medo da maior parte das pessoas de se fazer 30 anos, para mim está parecendo ‘o máximo’ – sinto que me tornei quem eu gostaria de ser. Na verdade, a minha vida sempre me surpreendeu com alguns bônus extras, inclusive aqueles que eu já estava descrente (Ah, o amor e suas brincadeiras de pique - esconde).
Mas, o mais legal de tudo isso é olhar para trás e ver que todas as coisas que eu pensei insuperáveis foram apenas batalhas que eu venci e que me ajudaram a chegar aqui. É olhar para o lado e encontrar as pessoas que me ajudaram a construir essa pessoa que sou hoje – estranha como sou eu – e acima de tudo, é olhar para frente e ver o futuro que se constrói a partir das sementes que plantamos hoje.

Este é meu texto para comemorar os meus 27 aninhos, cheios de vida e que a vida se faça presente em todos os dias, e não o contrário, nunca o contrário.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016 1 comentários

Boneca de porcelana - A exigência da beleza


“Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Não, senhor, sim, senhor”
Admirável Chip Novo - Pitty

“- Você está horrível, está com cara de doente sem maquiagem. Vai lá passar alguma coisa nessa cara para ver se melhora.
E assim iniciou mais um dia, por um segundo eu achei que era surreal, apenas pensamento, mas não. Era ele, todo poderoso e sentindo-se dono da beleza e da verdade.
Parei por um segundo, olhei todos ao redor – sim, estávamos às claras no meio de todos – dei um sorriso meio amarelo, meio sarcástico e disse:
-Não, não quero, não posso e não vou.
O ambiente ficou estranho e ninguém ousou emitir um som, um sorrisinho de fundo ou mesmo uma palavra de consternação diante da cena totalmente desnecessária.
Passei o dia assim, realmente não fui passar o batom ou a famosa ‘massa corrida’ que insistem que devemos passar.
Na hora fiquei com raiva, afinal quem não ficaria? Ser chamada de horrível assim na frente de todos apenas por não cumprir um padrão de beleza que extingue todas nós do que realmente somos. Quem não ficaria por tentarem te ofender por você não se render a uma indústria de beleza que nos impõe um padrão inatingível e nos força a comprar produtos, a não comer isso, a não falar aquilo, a vestir isso outro.
Mas depois, depois eu fiquei incrédula mesmo. Como alguém ousa julgar você pelo que ele acha que você deveria parecer, se fosse na minha época de ‘solteira’ ainda surgiria a brincadeira: “Depois não sabe porque não arranja namorado!” como se eu fosse obrigada a seguir as regras de uma sociedade hipócrita e machista.
-Não! É a palavra da minha assertividade. Não, é a minha atitude.
E no fim, o que resta é esse sentimento de me sentir linda, de sentir que estou no caminho certo, em paz com minhas palavras e atitudes, não que eu não me arrume quando EU quero, mas por saber que eu tenho SIM liberdade de ser bonita do jeito que eu sou, independente dos olhos que me vêem.
Afinal, o que eu preciso mesmo para realizar o meu 
trabalho é da minha inteligência – sem falsa modéstia e com muito trabalho e estudo – eu tenho. 
Beleza? Essa é fácil, A GENTE ATÉ COMPRA.


 
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