sexta-feira, 29 de dezembro de 2017 0 comentários

E que venha 2018!

"Uma vez que você escolhe a esperança qualquer coisa é possível"
Christopher Reeve

Todo novo ano se inicia cheio de esperanças, a gente acorda fazendo planos. Planos para cuidar mais da saúde, planos para conquistar aqueles sonhos que há tanto tempo fazem morada no nosso coração, planos para o futuro.
Quando um novo ano se aproxima nós nos aproximamos das nossas esperanças, algumas companheiras de longas datas, outras tão novas que brilham diante de nossos olhos com oportunidades nunca antes pensadas. São as esperanças que nos movem, são elas que nos dão brilho nos olhos e garra na alma, são elas que nos dão a força que precisamos para alcançar nossos objetivos.
A esperança é um dom no coração daquele que sobrevive, ela nos faz escancarar o sorriso largo, sacodir a poeira, dar a volta por cima, ela aumenta nossas forças a níveis estratosféricos, ela nos faz ser quem somos.
Para esse próximo ano eu poderia desejar várias coisas a você, não só poderia como desejo, desejo todas as coisas comuns que se desejam nesta época, desejo sorte no amor, dinheiro no bolso, saúde para gastar, mas acima de tudo isso eu desejo esperança. Desejo que a chama da esperança nunca se apague do seu coração  e que mesmo que um dia o tempo lá fora esteja frio, que você possa ser aquecido por dentro, com o calor da esperança que emanará do seu corpo, e sendo assim ,que você possa ser luz onde quer que você esteja.


Um ano novo repleto de esperanças para vocês!
segunda-feira, 31 de julho de 2017 0 comentários

Uma carta ao meu pai

Ás vezes a gente esquece-se de agradecer às pessoas, meu pai me ensinou muito sobre isso – eu juro, mas muitas vezes nos esquecemos assim mesmo.
Há aquelas coisas que a gente guarda bem embrulhadinha no nosso coração e por isso achamos que se nós temos tanta certeza sobre essas coisas, elas não precisam ser faladas.
Quão errados nós estamos, por isso hoje escrevo sobre os pais. Escrevo para falar que eu sei que deve ser muito difícil né? Receber uma notícia que vai mudar o seu mundo inteiro, uma notícia que trará inúmeras alegrias e, muito provavelmente, a maior responsabilidade da sua vida: Ser pai.
Ser pai é ter que dar aquela bronca nos filhos, quando na verdade você queria era cair na gargalhada com eles, ser pai é ter que ouvir milhões de opiniões e ter que decidir qual delas você acredita que fará de você um pai melhor e do seu filho uma pessoa mais feliz e correta, mesmo que naquele momento eles não acreditem muito nisso.
Ser pai é – muitas vezes – colocar os filhos em primeiro plano e adiar mais um pouquinho aquele sonho, mas conseguir ser feliz assim mesmo, no instante em que olhar a felicidade nos olhos deles.
Ser pai é receber uma página em branco e começar a escrever ali uma história que vai afetar muito mais do que só a sua vida, mas a vida de uma pessoinha que muitas vezes nem nasceu e já alterou a sua vida inteira.

Por isso pai, hoje eu venho agradecer cada renúncia sua, cada bronca que você me deu, cada sorriso que você compartilhou comigo, cada palavra amiga, cada sucesso que conquistamos juntos, pois cada sucesso meu é seu também, afinal, sou a pessoa que sou porque você me criou.

Texto criado para o Informativo da empresa que  trabalho :D
Feliz dia dos pais
quinta-feira, 1 de junho de 2017 0 comentários

Doença de Plummer, iodoterapia e o mistério

Okay, o título é meio estranho, mas já que a ideia inicial era montar um blog e pra quem (eu) nunca pensou em ter um, eu já tenho 1 e contribuo em outro então, sem mais blogs por favor rsrsrs
O que eu sei:
Doença de plummer ocorre quando há um nódulo “quente” na tireoide – e daí? – e daí que esse nódulo começa a produzir hormônio e isso causa hipertireoidismo – yaaaaayyyyyy eu vou emagrecer! É o que de cara as pessoas pensam, mas não seria uma doença se fosse feita de coisas boas né? Rsrsrs
Então, o que isso tem a ver com o blog, é porque o blog tem a ver comigo e eu fui diagnosticada com essa coisinha aí e eu, apesar de levar numa boa, não quero ficar falando sobre meus medos com todo mundo, ou pelo menos com todo mundo que não tem e/ou não compreende esses sentimentos totalmente contraditórios que descobrir algo errado com você mesmo causa.
Sobre o diagnóstico:
Em setembro de 2016 estava lá eu de boa fazendo exames para outra coisa nada a ver com a tireoide e ba dum tss! Meu TSH (palavrinha bem conhecida para quem lida com a tireoide) deu alteração, 0,18 para ser exata enquanto o mínimo aceitável é 0,35 (no laboratório em que fiz) e lá fui eu correr para a endocrinologista – mentira demorei uns 4 meses para ir, afinal hipertireoidismo não é grave né? – chegando lá ela perguntou um monte de coisas e passou mais exames de sangue, dessa vez TSH / T3 / T4/ TRAB / ANTI TPO – não sabia nem que existia tudo isso rsrsrsrs, resultados em mãos em janeiro de 2017, antes de viajar de férias, TSH 0,13 e outros hormônios sem alteração.
Resultado: Fui viajar e esperei mais dois meses para voltar com mais exames dos mesmos TSH e tralalá, na viagem ás vezes senti um batimento cardíaco mais forte, mas estava numa cidade mais alta, deve ser isso, a resistência física era pouca, mas estou ficando mais velha e sedentária, também deve ser isso. Mas voltemos ao exame, em Março/2017 TSH 0,12 e outros exames sem alteração importante.
Médica para Joyce: Você teve algum sangramento intenso? Teve aborto? Bateu a cabeça com força?
Joyce de olhos esbugalhados: Não que eu saiba! Mas aqui está uma PAAF – é eu tenho um nódulo que você nunca perguntou e eu também não mencionei – e diz que meu nódulo na tireoide é benigno.
Médica: Okay, bom, nós vamos fazer mais alguns exames para analisar seu nódulo e se não for ele pode ser algo central – ênfase no bater dos dedos na cabeça, eu quase morri.
Joyce: Central?
Médica: Sim, mas não é nada que não devamos nos preocupar agora, vamos primeiro fazer um último exame para descartar a possibilidade.
Ou seja, em Abril/2017 fiz uma cintilografia da tireoide que me resultou em Doença de Plummer – nódulo quente.
Resultado na mão, voltei à endocrinologista e além de confirmar o diagnóstico ela me passou a iodoterapia.
Okay, vamos lá. Até então eu estava tranquila com a questão do hipertireoidismo, estava tranquila em ter um nódulo hemorrágico na minha garganta, estava tranquila. Mas iodoterapia, tratamento que vai transformar meu hipertireoidismo em hipotireoidismo? Mais me pareceu a escolha de sofia – apesar de eu não ter terminado de ler o livro – mas trocar uma doença por outra só porque a outra é mais fácil de tratar.
Imagine você que em 8 meses, você estava lá, linda, feliz, maravilhosa, feliz e de repente pá: uma doença que tecnicamente não tem cura, a não ser trocá-la por outra que pode trazer vários problemas também.
Confesso que gosto muito da minha médica, mas fui em outro para poder confirmar diagnóstico e tratamento e que só reafirmou tudo o que a médica anterior disse.
Fazer ou não fazer a iodoterapia?
O médico praticamente me disse: ou você faz agora enquanto ainda está tudo tranquilo, ou você faz depois quando já não estiver tão bem com os sintomas, mas você terá de fazer, tudo é questão de tempo.
Não há palavras, simplesmente não há, para dizer sobre a vontade de chorar que me deu, pode parecer besteira e provavelmente para a maioria das pessoas será mesmo, mas saber-se doente e ter que escolher entre uma ou outra foi uma coisa muito triste para mim.
Chorei vários dias escondidas, tive alguns ataques de irritabilidade – me perdoem as pessoas que tiveram que lidar com isso – coloquei um sorriso no rosto para fingir serenidade.
Por fim resolvi, farei a iodoterapia no dia 14/06/2017. Não sei ao certo o que esperar, já tive medo de perder os cabelos, já tive medo de engordar 20 kg num mês, já tive medo de ter crise de depressão, já tive medos e quem não passou por isso talvez nunca entenda como é sentir tudo isso ao mesmo tempo que você tenta ser forte, ao mesmo tempo que você decide que será forte, mas tem medo de tudo, de demonstrar o medo, de sentir o medo e do medo se concretizar.
Mas resolvi ser forte, resolvi que vou dar a volta por cima e vou fazer o meu melhor para lidar com o que aparecer pela frente, eu sempre disse que felicidade é algo conquistado todos os dias e é isso que farei, existe muito mais motivos para que eu possa abrir meu sorriso do que motivos para que eu caia no choro, e se uma doença acha que pode me derrubar, challenge accepted!

Caso alguém entre e tenha necessidade de falar sobre – porque eu procurei muitas pessoas com essa doença, encontrei muitas pessoas com hipertireoidismo, mas ninguém que tivesse a doença de Plummer propriamente dita – sinta-se a vontade, puxe uma cadeira e vamos conversar!
terça-feira, 7 de março de 2017 1 comentários

Feliz? Dia internacional da mulher: Para pensar.




Que neste dia internacional das mulheres a gente pratique mais sororidade, que a gente compreenda melhor o feminismo em si e não o que dizem que ele é, que a gente entenda que somos amigas e não rivais e que a luta pela igualdade não é nem de longe ser melhor que os homens e sim para que sejamos respeitadas e para que tenhamos as mesmas oportunidades.
Mas já não temos? Não, não temos e de acordo com a bbc só atingiremos a igualdade de gênero  em 2.133 no mundo e o Brasil está em 85º no ranking de 145 países nesse quesito.
Enquanto isso, 1 a cada 5 mulheres é estuprada no Brasil e a culpa é dela afinal “olha a roupa que ela estava andando”. Enquanto isso, a cada hora e meia 1 mulher é vítima de feminicídio , mas de acordo com alguns pensamentos “ela deve ter feito algo para merecer né?”. Ainda, enquanto aguardamos a igualdade de gênero, ou escrevo este texto, pelo menos uma mulher ligou para denunciar uma violência doméstica a cada sete minutos, “mas assim, se o marido/ namorado bateu nela, de fato ela deve ter feito algo, afinal, nem te conto, tem cada mulher que eu conheço que merece mesmo levar uns tapas de vez em quando”.
Essas são algumas estatísticas que apresento, mas aí com certeza eu terei um amigo para falar: “Ah, mas eu nunca bati em nenhuma namorada minha”, pode ser e acredito mesmo que a maioria dos meus amigos nunca tenha encostado o dedo nelas, afinal tento evitar esse tipo de amizade. Mas será que você nunca olhou para a sua namorada/ amiga / irmã e: “Você não vai sair comigo usando essa roupa”, ou então “Tira esse batom vermelho, parece uma puta”.
São essas pequenas coisinhas que para você pode ser tão comum, mas que para nós é tão humilhante que contribuem para uma cultura onde a mulher é objetificada e a partir daí, é igual aquela teoria do caos, onde um bater asas de borboleta de um lado do mundo gera um tsunami do outro.
Que neste dia 08 de março a gente ganhe mais respeito ao invés de flores, mais valor ao nosso trabalho do que mais produtos de limpeza, e que ao invés de arrastar olhares e cantadas pelas ruas a gente arraste mais pessoas para a nossa luta.
#8demarço #diainternacionaldamulher #gênero

Alguns links:

http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2015/11/151118_100w_calculator_vj_2015
sexta-feira, 3 de março de 2017 1 comentários

Das cartas que eu gostaria de te escrever



Porque fazia tempo que não te escrevia e você merece muito mais que palavras escritas às vezes.
Esses dias eu fiquei pensando sobre o que apreendemos em um relacionamento quando dividimos um teto? Desde que decidimos juntar nossas vidas eu me percebo mudando, questionando e amando cada descoberta.
Descobri que aprendemos muito quando decidimos amar de mais pertinho.
Aprendemos que o amor real e o amor romântico são muito diferentes, afinal, “i beg your pardon, i never promised you a rosen garden”, mas que isso só deixa a relação mais forte.
Aprendemos que amar de fato a outra pessoa nunca é nos amar de menos, e que se essa pessoa ama você de verdade ela vai apoiar seus planos, seu crescimento, suas vitórias e mais que isso, ela estará presente nas suas derrotas para segurar a sua mão e as suas lágrimas.
Aprendemos que a gente muda. Não tem dessa de: “Ah, eu não vou mudar”. A gente muda, e muitas vezes mudamos muito. Pra algumas pessoas isso será ótimo, para outras nem tanto. Não mudamos porque o outro exigiu, mudamos porque enxergamos que é necessário amadurecer e que estar junto de alguém torna isso mais prazeroso. Mudamos porque a mudança é a única constante da vida, e por fim, mudamos porque descobrimos que queremos ser melhores, melhores pessoas para nós mesmos e melhores pessoas para o mundo. Acho que o amor é que faz a gente querer ser assim.
Aprendemos que é possível ficar chateado com a outra pessoa e mesmo assim se preocupar se ela está bem, aprendemos que haverá dias em que discordaremos em tudo, mas isso não significa que não respeitamos o espaço do outro, aprendemos a amar o outro em sua totalidade e não apenas as partes que idealizamos. Já dizia Rothfuss “[...] mas amar algo apesar de, conhecer suas falhas e amá-las também, isso é raro, puro e perfeito”.
Amar alguém de verdade passa longe da perfeição do amor romântico, amar alguém de verdade é saber a hora de se dar, a hora de ceder, a hora de colocar a prioridade do outro acima da sua própria, mas isso sem deixar de ser você mesmo, sem deixar se impor nas horas necessárias e sem perder o seu amor próprio.
Se eu soubesse que amar alguém de mais pertinho seria assim eu teria procurado isso a minha vida inteira, não porque me completa, mas sim porque me transborda, porque me faz abrir sorrisos diariamente e me faz querer voltar para o lar todos os dias. Quando descobrimos esses sentimentos compreendemos a frase: lar, doce lar. Todos podem ter uma casa, mas nem todos tem a sorte de encontrar um lar, e você sabe: you are my home.
Que as pessoas possam encontrar a sua resposta pra vida, pro universo e pro tudo mais, que para nós é 42, mas que para mim começou quando eu disse um sim a uma simples pergunta há quase 3 anos atrás.

Que a gente nunca precise de datas para dizer às pessoas que amamos o quanto amamos a vida que temos com elas.
sexta-feira, 1 de julho de 2016 1 comentários

Dias difíceis sempre nos trazem motivos para agradecer

Fonte: @giselegalan_coachlpc
Às vezes a vida bate tão forte que a gente fica sem ar por alguns segundos, ficamos tentando buscar algo para inspirar, mas é como se os nossos pulmões estivessem bloqueados, como quando se leva um soco no estômago e o ar não passa porque o diafragma e o estômago ficam tão compridos que impedem a sua passagem.
Nessa hora a gente não consegue revidar, sabe? Às vezes as coisas simplesmente acontecem, nos acertam em cheio e a única coisa que conseguimos fazer é: coisa nenhuma, ficamos lá parados, tentando recuperar o fôlego desesperadamente, mas o nosso corpo não responde. Simplesmente não responde.
Em geral isso acontece quando o problema nos acerta em cheio, mas ele não é nosso, e não sendo nosso não está em nossas mãos resolvê-lo. Então nos perguntamos o que podemos fazer?
É necessário ter uma dose muito grande de resiliência diante de determinadas situações, é necessário conseguir passar pelo estresse sem liberar nossos instintos, nossa revolta, nossa dor. E então, conseguir respirar novamente, no primeiro momento o ar invade nosso corpo de forma tão violenta, que ele queima o espaço por onde ele passa. Dói porque estamos tão necessitados e tão despreparados para recebê-lo de volta que é quase um choque o encontro do ar com nossos pulmões.
Mas, inspiramos e expiramos várias vezes, controlando nossa respiração induzindo nosso corpo a se acalmar. Depois do estresse sofrido, do controle das emoções, conseguimos pensar racionalmente de novo, definir como reagiremos às situações, e compreender que existem tempestades que algumas pessoas precisam passar, e você não pode simplesmente carregá-las no colo, no máximo, talvez emprestar o guarda chuva.
Simplesmente porque as situações que enfrentamos são lembretes da vida do que a gente ainda precisa entender e aprender para evoluir e não adianta carregar as pessoas no colo - por mais amor que tenhamos por elas, porque desta forma só procrastinamos o aprendizado delas, e a vida - my dear friend - vai aumentando a dificuldade conforme passamos pelos desafios sem aprender nada. Até o momento que ela nos soca - com força no estômago - e nos deixe sem ar, e você não vai conseguir revidar, apenas terá capacidade de esperar recuperar o fôlego e descobrir como vai reagir desta vez.
A vida é um carrossel gigante, ela tem seus altos e baixos, não importa quanto tempo dure a volta, lembre-se que o carrossel nunca para de girar.
Mas não se preocupe, no meio do caminho, encontramos aquelas pessoas que serão como recuperar o fôlego para nós, como se nós estivéssemos nos afogando e essas pessoas nos salvassem. Elas estenderão não só a mão para te puxar, elas estenderão o coração e todo o carinho possível, e contra isso não há problema que resista, não há tristeza que não vá embora. Algumas destas pessoas são amigos que encontramos pelo caminho, outras são amores, e ainda há a família.
Eu, como uma moça sortuda que sou, tenho de todos os tipos, e espero sinceramente que vocês encontrem os de vocês.


Texto inspirado em momentos difíceis, amizade, amor, família e, claro, seriados (How I Met Your Mother e Grey’s Anatomy)
segunda-feira, 13 de junho de 2016 0 comentários

Pode vir que eu encaro sorrindo

Eu gosto de sorrisos, aqueles sorrisos gostosos, que preenchem os lábios, os olhos, que preenchem a vida. Não importa as dificuldades, as reviravoltas, os altos e baixos, sorrir sempre ajuda a melhorar as coisas.
Você pode dizer que nem sempre é fácil sorrir, mas eu vou te contradizer, porque é sim, é possível sorrir mesmo quando estamos chorando, se algo deu errado olhe aquilo que deu certo no lugar, se a vida tá difícil (meu amor, acredite em mim, a vida de todos está difícil, como dizem por aí: cada pessoa que a gente cruza enfrenta uma batalha que a gente não sabe) é nessa hora que você precisa curvar a boca e rir sonoramente.
Ria da chuva que decidiu cair em você bem na hora que você estava chegando em casa, ria do fato de você ser desastrada, ria do seu cabelo parecer um ‘fuá’ a hora que você acorda, ria das conversas ouvidas sem querer dentro do ônibus, ria das pequenas coisas e você verá que no fim do dia ele terá sido agradável, mais fácil.

As dificuldades da vida vêm e vão, o que a gente precisa é resiliência para enfrentar aquilo que não podemos mudar, então: vá à luta, encare os obstáculos e mostre à eles do que você é feita, mostre a eles que não farão você desistir, mostre a eles o quão forte você é, mostre à eles como você aprendeu a driblar as dificuldades com um sorriso no rosto.
Sorria, não porque a sua vida é mais fácil, mas porque você é mais forte.
sábado, 7 de maio de 2016 0 comentários

Mãe: uma única palavra e vários sentimentos.



Ela foi a sua primeira amiga desde o dia em que você nasceu. Foi ela que ajudou a curar aquele machucado com um beijinho que era milagroso (mais até que o famoso spray dos enfermeiros dos jogos de futebol).
Ela ainda é a primeira a notar quando tem um toquezinho de tristeza na sua voz, é a primeira a ficar verdadeiramente feliz quando você consegue algo que queria há tanto tempo. É para o colo dela que você corre quando se sente sozinho, quando se vê de mãos atadas ou quando precisa de um pouco de carinho, porque desde quando você tentava andar era ela que te levantava e te preparava para caminhar de novo e de novo e de novo.
Ela é aquela que daria a vida para você fosse um pouquinho mais feliz, faria de tudo para que você não enfrentasse as reviravoltas da vida, e isso inclui ficar brava com você porque você escolheu o caminho mais doloroso, acredite aquele sermão ou mesmo aquele tapinha doeu muito mais nela do que você jamais saberá.
Foi ela que encobriu suas saídas as escondidas do seu pai, foi ela que passou noites e noites em claro esperando você chegar ou checando você de hora em hora para ver se aquela febre foi embora.
 E não importa a idade que você tem, o: Mãe! Mas eu já tenho 18 anos?!?!?!?!? Nunca fará sentido para ela, porque você será sempre o bebê dela.
Ela não te disse, mas você a fez chorar muito, de felicidade, de preocupação, de medo. Ela não lhe contou, mas ela teve muito medo de não fazer o certo, e quem é que faz o certo o tempo todo? Não somos nós seres humanos errantes? Mas ela queria ser perfeita para você e se culpou por cada erro cometido.
Por essas e todas as outras razões agradeça àquela que merece todo o amor e o carinho, retribua aqueles gestos de bondade, mande uma mensagem, faça uma ligação inesperada e diga à ela o quanto você a ama. Mais do que isso, dê um abraço apertado, um beijo no rosto e diga para ela o quanto ela é importante na sua vida.
Não permita que o tempo escasso, a distância ou as brigas sem importância distancie você daquela que lhe deu à vida, nunca é tarde demais para o amor, nunca é tarde demais para quebrar muros e construir pontes.
Que o amor renove-se hoje e sempre.

Feliz dia das mães.
segunda-feira, 18 de abril de 2016 0 comentários

Entre o perdão e a permissão: Por toda a culpa que carregamos por sermos quem somos

Eu não queria escrever mais sobre isso, dá a entender que ainda importa muito, mas na verdade importa menos do que antes, mas mesmo assim, por ser um assunto velado por tanto tempo à mim mesma, eu preciso escrever.
Recentemente aprendi que todos nós temos escolhas, não importa o quão dura for a surra que a vida nos dá, não importa as experiências negativas que tenhamos adquirido. SEMPRE, sempre há escolhas.
É sobre isso que gostaria de escrever, porque nós podemos – na verdade acredito até que devemos – compreender as razões que levam as pessoas a fazer o mal que nos fazem ou que fazem a outrem, devemos compreender os motivos e perdoar as ações, afinal, ninguém dá  que não tem para oferecer, não podemos cobrar amor daquele que sempre escolheu o caminho do ódio, não podemos cobrar sentimentos bons daqueles que sempre preferiram alimentar os sentimentos ruins.
Entretanto, perdoar e permitir são coisas diferentes.
Devemos perdoar as pessoas e a nós mesmos, perdão não é sentimento, perdão é decisão. Devemos perdoar não por sermos bons ou por sermos melhores, mas para nos livrar das energias negativas.
Perdoar é conseguir olhar o outro e lhe desejar boa sorte no caminho, mesmo que não queiramos mais esta pessoa do nosso lado, é compreender os motivos dele e desejar que mais cedo ou mais tarde a vida lhe dê motivos para ser melhor.
Mas isso não significa que você deva permitir que este alguém invada a sua vida e a bagunce novamente. Muitas vezes nós nos confundimos, e por isso perdoamos os erros das pessoas e damos a ela novamente espaço para que venham e nos magoem de novo.
A vida nos dá sinais para que possamos entender onde devemos melhorar, por isso às vezes confundimos essa vontade de o outro não fazer mais parte da nossa vida com sinal de falta de bondade, e não é isso.
Se a pessoa não lhe faz bem, mesmo que ela tenha os motivos dela para ser daquele jeito, você não deve se culpar por não querê-la por perto, se ela tem problemas ela que vá procurar um jeito de ser melhor ou pessoas que gostem e a aceitem como é. E isso tem mais a ver com ela do que com você.
Uma coisa é você oferecer ajuda a alguém com problema e a pessoa aceitar. Outra coisa bem diferente, é uma pessoa ser problemática e por isso se tornar prejudicial às outras que estão por perto, espalhando energia negativa só por que ela não sabe oferecer algo diferente. Não é seu dever ajudar quem gosta mesmo é de se atrapalhar.
Lembra como começamos o texto: a vida sempre nos dá escolhas, somos nós que escolhemos o que queremos ou não para a nossa vida, o que espalhamos ou não para as pessoas ao nosso redor.

Portanto, escolhamos espalhar o amor, não importa o que a vida nos reservar, porque quando espalhamos amor fica muito mais fácil suportar qualquer peso. E se os outros escolherem outros sentimentos para espalhar, eles que arquem com suas consequências e nós que arquemos com as nossas.
quinta-feira, 31 de março de 2016 1 comentários

Dos limites que cruzamos



Era mais um dia qualquer de trabalho, mais um cansativo dia de trabalho, que triste não é mesmo? Ainda mais para ela que sempre respondia ‘mais um dia produtivo de trabalho’.
 Quando ela perdeu aquela felicidade ao acordar cedo e cruzar a cidade para chegar à sua mesa? A mesa era um pouco bagunçada – precisamos ser sinceras – mas com suas coisinhas no lugar, suas atividades no post-it virtual e outras em uma planilha de Excel, sempre bom para não esquecer, certo?
Ela é assim, uma otimista por natureza – ok, utópica é uma palavra muitas vezes ligada ao nome dela – daquelas que você sempre via com um sorriso no rosto, um brilho determinado nos olhos e um pensamento lá na frente, tentando mudar o mundo e descobrindo como começar a sua mudança pelo reflexo no espelho.
Vários são os adjetivos carinhosos e brincalhões ao seu respeito, mas o assunto aqui não é esse, o assunto aqui é aquela parte do tripé que mantêm a nossa independência financeira e é parte importante para realização de sonhos, afinal, para ser mais saudável é assim que ela definia trabalho.
Há quase três anos na mesma empresa, amando o trabalho que executa, mas perdendo o brilho nos olhos e lembra-se do sorriso no rosto? Ele também já não é mais o mesmo.
 Você poderia se perguntar: Será que a rotina que tirou o seu entusiasmo?
Não meu amigo, a rotina pode sim desanimar um pouco, mas ela diria que depende de você criar coisas novas para se manter animado e engajado em outros projetos, a sua carreira depende mais de você do que da empresa, falei que ela era do tipo sonhadora...
Foi outro tipo de rotina, a rotina das grosserias, dos choros incontidos quando as pessoas saíam do escritório, das palavras de baixo calão, da falta de empatia, da falta de amor pelo trabalho, de todas essas coisas que fizeram uma das pessoas se ajoelhar frente ao todos de seu departamento e agradecer quando uma nova oportunidade lhe apareceu.
Todos nós devemos saber que desafios e obstáculos são o que nos fazem crescer, é preciso cicatrizes e repertório para termos experiência suficiente para encarar novos projetos, novos cargos e novas empresas, mas devemos lembrar que para tudo na nossa vida existe um limite, uma linha invisível que separa o que é ou não aceitável para cada um de nós. Porque quando cruzamos essa linha, os efeitos são altamente nocivos à nossa realidade, e quando chegamos nesse ponto precisamos mudar! Quer seja o lugar que estamos, as pessoas que convivemos, nossas crenças e valores ou as nossas atitudes.
O importante é ter coragem suficiente para sair da zona de conforto e navegar em novos mares, porque afinal como a garota do texto disse:
- Eu percebi que já está na hora de partir, algumas vezes na vida dói você ir embora, deixar para trás sonhos que outrora foram construídos, mas mesmo assim dói menos do que tentar a todo custo permanecer. E a verdade é que tudo que faço na vida, eu faço com o coração e eu sei que quando meu coração desliga o interruptor já não há mais voltas, mais desculpas, mais mas.

Que a vida nos dê sabedoria suficiente para entender quais ações devemos tomar quando atravessarmos os nossos limites e amor o suficiente para que nossos corações nunca delisguem os interruptores.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016 0 comentários

Ela e eu - sororidade.



Moça, eu desejo fortemente que as suas lágrimas sejam passageiras enquanto eu discretamente observo seu choro quase contido.
Moça, eu queria te falar que é só uma fase ruim, não uma vida inteira! Queria te dizer que tudo isso vai passar,  talvez lá na frente - quando você conseguir ligar os pontos-  verá que este momento foi necessário, talvez você vá rir quando lembrar dele e se perguntar o que deu na sua cabeça de chorar em lugar público.
Moça, que você seja forte para superar o que quer que seja, que você abra esse sorriso lindo – sim, esse mesmo que eu sei que você tem – e se descubra linda, por dentro e por fora.
Moça, que você não permita que nada nem ninguém faça você desistir de seguir seus sonhos, que a vida lhe seja suave, como uma brisa que toca nosso rosto numa tarde de primavera, trazendo consigo o cheiro das flores, a leveza das borboletas e o desejo de querer algo mais.

Moça, eu não te conheço, mas eu desejo para você uma vida cheia de sonhos e alegrias, e mesmo que você tenha experiências amargas, que carregue consigo a leveza da vida para que um dia você possa olhar para uma desconhecida e desejar para ela toda a positividade que este mundo guarda para as pessoas que acreditam.
Moça, enxugue as suas lágrimas e seja feliz! 
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016 0 comentários

De repente 27



Na verdade fazer 27 anos não é tão diferente, acordei do mesmo jeito – pulando da cama para tomar um banho de chuveiro ouvindo e cantando alguma das minhas já surradas músicas – olhei no espelho com a mesma cara do dia anterior e já pensando que não poderia me atrasar para não perder o ônibus para o trabalho.
No meio do caminho, é na escada do edifício, já para pegar o ônibus, foi que me dei conta do quanto mudei, mas não mudei de ontem para hoje, não. Mudei ora lentamente, ora rápido demais – quando as dificuldades exigiram – mas o mais importante, eu mudei muito durante meus 9.855 dias vividos (puxa, em menos de um ano completo 10.000 dias de vida).
De tudo, o mais importante foi o aprendizado, começando desde o primeiro choque – que já não recordo mais, mas que foi mais ou menos assim:
-Joyce, não enfia o dedo nessa tomada. Disse o meu pai.
Minutos depois só se ouviu a minha choradeira
- Eu não avisei para você não enfiar o dedo aí? Ele brigou comigo.
Na minha cara de mais pura inocência que toda criança possui, levantei os grampos de cabelo que devo ter roubado da minha mãe. Acontecimento importante o suficiente para dali para frente toda vez que olhasse uma tomada eu apontasse para ela e dissesse:
- Choque?! Né, papai?
Adoro minhas peripécias de crianças, quantas coisas aprendi naquela época que mantenho guardadas no coração, afinal é a minha alma de criança que mantem a minha sanidade de adulta.
Depois veio a adolescência, na minha veio foi tudo de uma vez só, lembro até hoje quando olhei para mim mesma no final da quinta série e decidi – com toda a certeza que eu tinha na época e que hoje parece meio boba e inocente – que eu gostaria de ser uma pessoa diferente. Simples assim, não queria mais ser a Joyce que eu era, e a partir daí mudei muita coisa, entrei em turma de teatro, fui representante de sala, de gincana, até participei da greve que fizemos na escola porque na época queríamos um prêmio que não nos foi dado por termos ganhado a gincana.
Descobri nessa época muitos dos meus melhores amigos que caminham comigo até hoje, descobri o trabalho – eita felicidade ganhar R$ 100,00 por mês para poder ir ao cinema e comer Mc donalds, risos.
Nessa época também aconteceram coisas que me fizeram amadurecer mais rápido, exigências desta nossa vida mundana, época em que pensei que o mundo tinha um tom cinza e que achei que nada pior pudesse acontecer – outro tropeço inocente pelo caminho, e como devo agradecer por esses períodos, já dizia Bruno Mars “ A ausência da luz é uma parte necessária “, afinal quando a folha amadurece e cai ao pé da árvore, é ali que ela pode começar a sua trajetória, seja ela alçando novos vôos ou se tornando adubo para fortalecer o solo que já existe. É assim que enxergo esse negócio de amadurecer.
Com o tempo veio faculdade, mais ótimos amigos, novas experiências, novos horizontes e sonhos! O céu ainda estava meio nublado, mas os raios do sol sempre encontram um jeito de alcançar quem neles ainda acredita, e eu sempre fui uma sonhadora incorrigível.
Enfim, agora com meus quase trinta anos – eu não entendo o medo da maior parte das pessoas de se fazer 30 anos, para mim está parecendo ‘o máximo’ – sinto que me tornei quem eu gostaria de ser. Na verdade, a minha vida sempre me surpreendeu com alguns bônus extras, inclusive aqueles que eu já estava descrente (Ah, o amor e suas brincadeiras de pique - esconde).
Mas, o mais legal de tudo isso é olhar para trás e ver que todas as coisas que eu pensei insuperáveis foram apenas batalhas que eu venci e que me ajudaram a chegar aqui. É olhar para o lado e encontrar as pessoas que me ajudaram a construir essa pessoa que sou hoje – estranha como sou eu – e acima de tudo, é olhar para frente e ver o futuro que se constrói a partir das sementes que plantamos hoje.

Este é meu texto para comemorar os meus 27 aninhos, cheios de vida e que a vida se faça presente em todos os dias, e não o contrário, nunca o contrário.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016 1 comentários

Boneca de porcelana - A exigência da beleza


“Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Não, senhor, sim, senhor”
Admirável Chip Novo - Pitty

“- Você está horrível, está com cara de doente sem maquiagem. Vai lá passar alguma coisa nessa cara para ver se melhora.
E assim iniciou mais um dia, por um segundo eu achei que era surreal, apenas pensamento, mas não. Era ele, todo poderoso e sentindo-se dono da beleza e da verdade.
Parei por um segundo, olhei todos ao redor – sim, estávamos às claras no meio de todos – dei um sorriso meio amarelo, meio sarcástico e disse:
-Não, não quero, não posso e não vou.
O ambiente ficou estranho e ninguém ousou emitir um som, um sorrisinho de fundo ou mesmo uma palavra de consternação diante da cena totalmente desnecessária.
Passei o dia assim, realmente não fui passar o batom ou a famosa ‘massa corrida’ que insistem que devemos passar.
Na hora fiquei com raiva, afinal quem não ficaria? Ser chamada de horrível assim na frente de todos apenas por não cumprir um padrão de beleza que extingue todas nós do que realmente somos. Quem não ficaria por tentarem te ofender por você não se render a uma indústria de beleza que nos impõe um padrão inatingível e nos força a comprar produtos, a não comer isso, a não falar aquilo, a vestir isso outro.
Mas depois, depois eu fiquei incrédula mesmo. Como alguém ousa julgar você pelo que ele acha que você deveria parecer, se fosse na minha época de ‘solteira’ ainda surgiria a brincadeira: “Depois não sabe porque não arranja namorado!” como se eu fosse obrigada a seguir as regras de uma sociedade hipócrita e machista.
-Não! É a palavra da minha assertividade. Não, é a minha atitude.
E no fim, o que resta é esse sentimento de me sentir linda, de sentir que estou no caminho certo, em paz com minhas palavras e atitudes, não que eu não me arrume quando EU quero, mas por saber que eu tenho SIM liberdade de ser bonita do jeito que eu sou, independente dos olhos que me vêem.
Afinal, o que eu preciso mesmo para realizar o meu 
trabalho é da minha inteligência – sem falsa modéstia e com muito trabalho e estudo – eu tenho. 
Beleza? Essa é fácil, A GENTE ATÉ COMPRA.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016 1 comentários

Gratidão
























“A atitude correta em relação às nossas “posses” é a gratidão e não a possessividade” Sr. Iyengar


Às vezes eu me pergunto o que eu fiz na minha vida, acho que todos nós nos perguntamos isso muitas vezes.
Mais vezes nas horas de desespero ( que passam minha amiga, elas sempre passam, posso afirmar com a certeza de alguém que prematuramente já viu coisas demais) mas em geral eu gosto de pensar isso nas minhas horas felizes.
Porque, nós somos seres defeituosos no quesito caráter, ego, amor e todas as outras coisas, e eu como um ser perfeitamente imperfeito, sou cheia de falhas e elas são como buracos na minha existência que eu vivo tentando preencher e deixá-los mais floridos, mas alguns são grandes demais e eu vou tentando aos poucos.
Não é que eu queira ser perfeita (já dizia Oswaldo Montenegro: Quantos defeitos sanados com o tempo eram o melhor que havia em você?) é só que às vezes nossos defeitos terminam machucando outras pessoas e eu realmente gostaria de ser melhor nisso, em não me ferir e nem ferir ninguém, mas como já disse antes: ser imperfeito, lembra?
E mesmo assim eu me pergunto: O que fiz eu da vida? Por mais que tive momentos ruins ( e alguns foram realmente ruins ) é incrível como eu consigo colecionar histórias ótimas, pessoas maravilhosas e momentos indescritíveis
Ando pensando muito nisso, não sou dessas que colecionam as coisas – sou mais do tipo que quebram as coisas, sem querer obviamente -  mas descobri que coleciono pessoas, escolho aquelas pessoas com as melhores personalidades, os melhores sorrisos, os olhos mais lindos, as palavras mais bonitas, sinceras e ardidas (porque a gente merece recebê-las para crescer) e coloco nelas um título, apesar de um título não significar nada, afinal o que as mantem na coleção mesmo é a nossa sintonia e vontade de criar  mais histórias e aumentar cada vez mais o laço de amor e amizade que existe entre nós e nos une.
Talvez por isso resolvi escrever, escrever para agradecer de uma maneira simples essas pessoas que fazem cada minuto valer a pena, e entre os bens mais preciosos que eu disponho para dar estão essas palavras, porque afinal, cada palavra importa.

E eu continuo aqui, agradecendo silenciosamente todos os que eu adicionei à minha coleção e desejando secretamente, ou nem tão secretamente, que eu possa retribuir todos os momentos que eles adicionaram ao álbum de memórias da minha vida.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016 0 comentários

Quais as palavras você deseja escrever no seu livro hoje?



Porque ser a mulher da sua vida é se tornar escritora do seu próprio roteiro e amar as histórias que estão sendo criadas, não porque elas não tiveram dores ou decepções, mas porque viver é uma sequência de escolhas que podem ser boas ou ruins, mas que nos são necessárias e a gente só consegue olhar isso quando já passamos por elas.
Amar a história que estamos escrevendo é entender que as experiências boas e ruins nos tornaram quem somos, que foram nossas escolhas e que temos responsabilidade em tudo que fizemos e nos fizeram.
Amar quem somos é como amar um livro em branco que nos foi entregue, onde escolhemos com qual caneta escrever, de que cor pintar a página e onde deixar os marcadores, podemos escolher aquelas páginas coloridas, cheias de lembranças boas ou então aquelas escuras cheias de dor ou arrependimento, e ser a mulher da sua vida é conseguir ler estas páginas escritas por você e compreender que as palavras escritas nunca serão apagadas, mas compreender que acima de tudo o poder é seu de decidir o que virá na frente.

Quais as palavras que você deseja escrever no seu livro hoje?
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015 0 comentários

Um novo ano, um ano novo...



“Para sonhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

            E de repente caiu a ficha que um ano novo se aproxima, com cores que mexem com o brilho dos olhos, cheio de esperança de novos começos, com desejos de que tudo seja melhor.
            Com o vislumbre deste novo ano o coração se enche de desejo de que a dor e os erros fiquem no passado e que sigam em frente a sabedoria das experiências vividas.
            Que carreguemos conosco os sorrisos mais sinceros, as gargalhadas mais inapropriadas e escandalosas para permitir que se repitam não só pelo ano que chega, mas por todos os outros que virão.
            Que a gente consiga espalhar mais amor e alegria aos que se aproximarem de nós, não porque é considerado certo, mas é porque a gente recebe o que costuma oferecer, e que se assim não for, que pelo menos não atrapalhemos ninguém na sua escalada, cada um sabe a dor e a delícia de ser quem é.
            Por fim que este ano novo seja como uma página em branco que a gente escreverá com as mais belas cores e as palavras mais doces.

Feliz ano novo!
quinta-feira, 5 de novembro de 2015 2 comentários

Do que transborda

As coisas nas nossas vidas acontecem assim, do nada, e de repente se enquadram nos momentos mais importantes da nossa história. E assim foi com você. Pensando em HIMYM “em qualquer dia, você pode sair pela porta da frente e toda a sua vida pode mudar para sempre”, assim foi o momento em que encontrei nos teus lábios o sorriso mais lindo do mundo e ele simplesmente me convidou para uma conversa simples e descontraída. Então com o passar do tempo (pouquíssimo tempo para a tartaruga amorosa aqui, preciso admitir) que brincou de nos permitir viver coisas tão intensas em tempo recorde, mas com o impacto suave de um dente de leão sendo soprado lentamente pelo vento da primavera, ou seja, como se aquilo fosse a coisa mais natural da vida, como se a minha história andasse sempre de mãos dadas com a sua numa outra realidade, e apenas agora se revelou para nós, neste mundo.
Que a vida, o universo e o tudo mais nos reservem mais gargalhadas para passar o tempo, mais horas de seriado (‘cause you know – Post it) , mais amor (não sei se isso é possível, mas...), mais músicas para a nossa trilha sonora, mais viagens, mais amigos loucos, mais de nós, mais das nossas palavras em alemão, mais das nossas loucuras.
Poderia pedir aqui para que a vida, o universo e o tudo mais nos reservassem o para sempre, mas me contento em pedir que eles nos permitam mais tempo, porque ainda temos muito que fazer juntos, afinal há uma quantidade infinita de números entre o 0 e o 1, e nós sabemos que nesse infinito é que podemos construir as nossas memórias e elas são o nosso para sempre construído dos nossos momentos agora.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015 2 comentários

O som do seu sorriso


Há horas como agora que me pego sorrindo, um riso fácil, bobo, daqueles que os espectadores olham e pensam “pobre menina, deve ter algum problema.” E tenho, tenho mesmo! Porque esse meus sorrisos vem de momentos tolos, daqueles que quando estamos cansados, numa segunda a noite, ambos chegamos da faculdade, você com suas aulas e eu com o meu tcc e no meio da nossa correria existe a música – claro, sempre há música em torno de nós – e talvez numa maneira besta de nos livrar do cansaço iniciamos a nossa dança ridícula – é amor, é necessário dizer, somos péssimos dançarinos (principalmente sozinhos) – seguida pela nossa crise de risos abraçados na cama depois de observarmos como somos bobos e ridículos e percebermos que amamos isso.
Quer dizer eu amo, amo isso a cada respirar, amo o som do seu riso, amo a música que segue nossos embalos, amo a sua loucura. Na verdade, se eu tivesse que escolher a sua melhor parte eu diria que é a sua loucura, ela é cheia de desprendimentos, cheia de me acompanhar desde que nos conhecemos, cheia de aceitar meus convites esquisitos, cheia de entender que o nosso tempo é diferente do tempo alheio, ela é cheia do nosso amor.
Nessas horas eu me pergunto como é que eu vivi esse tempo todo sem esse colorido? Sem o som do seu sorriso me fazendo cócegas no ouvido e implorando para que meus lábios copiem os seus. Seu sorriso é algo que contagia, ilumina e traz paz ao meu dia, é como chegar em casa e se descobrir em um lar, é como aquela brisa que nos refresca no verão, ou como o sol de inverno que aquece nosso corpo amolecendo o gelo no nosso coração.

Que os nossos dias sempre tragam motivos para sorrir, que a música sempre nos faça dançar, que o nosso amor sempre encontre por onde caminhar, que em você eu sempre encontre o meu lar. E no fim, mas não menos importante, que sejamos sempre nós, diferentes com o tempo, mas os mesmos por dentro.



"Don't know how I lived without you
Cos everytime that I am around you
I see the best of me inside your eyes
You make me smile
You make me dance like a fool" - Smile - Uncle KrackerEssa com certeza é a primeira da nossa trilha sonora <3
segunda-feira, 28 de setembro de 2015 0 comentários

Dos carmas que não são nossos




Pense na vida como uma mochila que está nas suas costas. O quanto de peso você consegue carregar? Que tipo de bagagem você quer para você? Você está disposto a colocar coisas que não lhe pertencem enquanto cumpre a sua caminhada?
Tenho algumas amigas especiais, e como de praxe temos tendências de conversar sobre nossos cotidianos, pensamentos e atitudes.
Numa dessas conversas, uma delas nos disse “existem carmas que não são nossos”, e essa afirmação é de certa forma libertadora, principalmente para pessoas que tem a tendência de assumir os carmas alheios e querer carregar aquele fardo que o outro não consegue.
Algumas pessoas dirão: “Nossa, mas isso é muito cruel.” Não, isso não é crueldade, isso é assertividade, isso é permitir que as outras pessoas cresçam, porque enquanto nós ainda tomarmos a atitude carregar a mochila que pertence a outrem, não estamos ajudando, estamos apenas tirando-lhes a chance de aprender o que era necessário para evitar uma queda maior ali na frente.
Atentem-se que não carregar a pessoa no colo não quer dizer que você desistirá dela, não quer dizer que você não pode apoiá-la a deixar sua bagagem mais leve, não quer dizer que você não estará lá quando a pessoa precisar de uma parada no meio do caminho para tomar uma água e respirar ar puro.
Entretanto existe uma linha muito tênue e que todos devemos trabalhar que está entre apoiar e fazer o serviço, uma coisa é um amigo da escola te pedir ajuda para fazer o trabalho dele, outra coisa é ele pedir para você colocar o nome dele. A primeira vez você pensa: “Ah, tranqüilo, acontece”, mas de repente as coisas começaram a acontecer todos os dias, durante meses e até anos e você já começa a se sentir cansado de tanta ‘ajuda’, seu fardo já está grande o suficiente e se você não conseguir ser assertivo terá dois caminhos a seguir: (a) se afastar deste amigo (b) extrapolar com ele.
Portanto, a afirmação “existem carmas que não são nossos” nos conscientiza que, podemos apoiar as pessoas nas suas situações difíceis, mas não devemos assumir que a culpa é nossa ou que precisamos sempre fazer mais ou nos sentir os únicos responsáveis para resolver tal situação. Cada pessoa escolhe onde deseja estar, não digo que é fácil sair da sua zona de conforto e enfrentar problemas bem diante dos nossos narizes, e muito menos digo que a pessoa não sai de onde está porque assim deseja, muitas vezes o ciclo é tão viciante que ela não consegue enxergar uma escapatória, mas ainda assim é decisão dela e não sua continuar onde está.
Se a nossa vida é uma mochila, vamos colher as flores pelos caminhos, o brilho das estrelas, um sorriso amigo e carregar.  Sempre é importante lembrar que as nossas atitudes cotidianas é que nos fazem chegar onde estamos, são nossos pequenos passos por dia que fazem com que cheguemos ao nosso destino.

Semear é tão importante quanto colher. 


segunda-feira, 20 de julho de 2015 0 comentários

Dos amigos de sempre e para sempre

"Amizade é um reflexo involuntário.
 Simplesmente acontece.
 Você não pode controlar.'' - HIMYM

Imagine a cena, vocês estão em uma sala fechada, alguém fala alguma coisa idiota, você revira os olhos e quando observa um desconhecido lhe sorri e vocês conversam mudamente com aquela revirada no olhar. Pronto. Você descobriu um amigo no meio de tanta gente desconhecida.
Poucas coisas na vida valem a pena como uma amizade, um amigo é alguém que te aceita como é e ponto, é alguém que te dará apoio para você conseguir realizar os seus sonhos e puxará sua orelha quando você passar dos limites. Mas acima de tudo um amigo é leal! Ele vai te amar apesar dos seus defeitos e para falar a verdade, muitas vezes ele vai te amar exatamente pelos seus defeitos. Quem nunca teve um amigo que adora apontar para você quando você está todo “dando uma de chefe” e começar a fazer uma piada? Ou então aquele amigo que vai te xingar tudo numa hora apenas para te abraçar na outra?
A amizade é uma coisa fácil, simples! Ela acrescenta e sempre te puxa para cima, expondo o seu melhor e o seu pior, nos momentos que você mais vai precisar. Ter amigos é saber para onde correr quando o mundo ficar um lugar difícil demais para se morar.
Ter amigos é nem sempre estar certo, mas ter sempre alguém que vai te entender, te apoiar, mesmo que não concorde com o que você diz. Mas estará lá por você, torcendo para que você esteja certo quando resolver que devia dar uma segunda chance, e estará lá também para quando você quebrar a sua cara e irá te dizer com todas as letras “eu não queria falar isso, mas eu te avisei” rsrsrs
Ter um amigo é receber uma declaração de “amor” depois de anos de convívio no dia do seu aniversário junto com o email escrito “répibârdeitchuiú” e você ainda entender o que quis dizer.
Ter amigo é ter uma ambulância pronta para te socorrer, mesmo que o ‘enfermeiro’ fique de papo com uma ‘amiga’ mais interessante enquanto você está revirando o estômago.
Ter um amigo é ter alguém que mora longe, que você vê uma ou duas vezes no ano achando que vai matar a saudade e de repente você descobre que a saudade só aumenta com a proporção das visitas.
Ter um amigo é ter alguém que faz as suas horas do almoço mais divertidas, com mais brigas, xingamentos, casos de fins de semana e das horas de labuta, é uma das coisas que te motiva a ir trabalhar todos os dias;
Ter amigos é tanta coisa que eu ficaria aqui escrevendo sobre várias situações onde eu aprendi que ter amigos é ter sopros de felicidades pelo caminho, não importa aonde, não importa o porquê, ou pra quê.
A amizade não é uma coisa que se aprende, é algo que se vive.


 
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